segunda-feira, 18 de abril de 2011
sabedoria...
Somos únicos,
você e eu,
no universo
inteiro,
imenso,
disperso,
misterioso,
cheio de versos...
Viver
em harmonia,
respeitando,
cada um,
as singularidades,
peculiaridades
de outro ser,
é o princípio,
primeiro,
da sabedoria...
você e eu,
no universo
inteiro,
imenso,
disperso,
misterioso,
cheio de versos...
Viver
em harmonia,
respeitando,
cada um,
as singularidades,
peculiaridades
de outro ser,
é o princípio,
primeiro,
da sabedoria...
domingo, 17 de abril de 2011
Vem cativar-me...
Vem, vem,
meu novo
amigo,
ou muito antigo,
vem criar
profundos
laços,
comigo,
neste mundo
pequenino,
onde o ser
sensível
é tão escasso...
Terás sempre
um momento,
o mesmo
horário,
p'ra chegar,
e ficarei feliz
a te aguardar...
Esperarei,
ansiosa,
a ouvir
teus passos,
sentirei
na pele,
o calor
do teu abraço...
Um dia
me falarás
das tuas alegrias,
num outro,
contarás
os teus sonhos
ou fantasias...
Dividirei
contigo,
as minhas dores,
os meus queixumes,
meus dissabores,
os meus amores...
Admirar
o belo,
compartilhar
silêncios,
falar de nada,
coisas bobas,
irrelevantes,
ouvir o som
cristalino,
das gargalhadas....
E, assim, instante
a instante,
seremos unidos
por sentimento bom,
tranquilo...
Trocar
lembranças
e esperanças,
rir à toa,
que coisa boa!
E, quando fores,
p'ra outras
paragens,
colher outras
flores,
a tua imagem
na tua passagem,
ficará na retina...
Sempre se sofre,
quando se perde
alguém que se estima...
(O viver é assim,
um despedir
sem fim!)
Chorarei
lágrimas sutis,
não percebíveis,
na despedida,
na tua ida...
Embriagar-me-ei
de ternura,
serás pra mim
uma saudade
cálida,
doce ventura,
a mais terna,
a mais suave,
a mais bela
da minha vida!
meu novo
amigo,
ou muito antigo,
vem criar
profundos
laços,
comigo,
neste mundo
pequenino,
onde o ser
sensível
é tão escasso...
Terás sempre
um momento,
o mesmo
horário,
p'ra chegar,
e ficarei feliz
a te aguardar...
Esperarei,
ansiosa,
a ouvir
teus passos,
sentirei
na pele,
o calor
do teu abraço...
Um dia
me falarás
das tuas alegrias,
num outro,
contarás
os teus sonhos
ou fantasias...
Dividirei
contigo,
as minhas dores,
os meus queixumes,
meus dissabores,
os meus amores...
Admirar
o belo,
compartilhar
silêncios,
falar de nada,
coisas bobas,
irrelevantes,
ouvir o som
cristalino,
das gargalhadas....
E, assim, instante
a instante,
seremos unidos
por sentimento bom,
tranquilo...
Trocar
lembranças
e esperanças,
rir à toa,
que coisa boa!
E, quando fores,
p'ra outras
paragens,
colher outras
flores,
a tua imagem
na tua passagem,
ficará na retina...
Sempre se sofre,
quando se perde
alguém que se estima...
(O viver é assim,
um despedir
sem fim!)
Chorarei
lágrimas sutis,
não percebíveis,
na despedida,
na tua ida...
Embriagar-me-ei
de ternura,
serás pra mim
uma saudade
cálida,
doce ventura,
a mais terna,
a mais suave,
a mais bela
da minha vida!
Um louco amor...
O louco Amor
do Criador!
Tu vieste
porque sabias
e sentias
que Tuas criaturas
seriam jogadas,
estilhaçadas,
nenhuma ternura,
em profundezas
inimagináveis,
não alcançáveis,
abissais...
Mergulhadas,
naufragadas
em solidão
imensa,
cósmica,
retornar a Ti,
por elas mesmas,
em tempo algum,
jamais...
Deixaste, então,
Teu Pai,
que tanto adoras,
Teu reino
encantado,
Teu paraíso,
a adoração
do universo,
Teu aconchego,
e vieste embora...
Aportaste aqui,
neste lamaçal,
violento
tristemente mau...
Corrias
o risco
de não voltar,
se sucumbisses
à sedução
do mortal
inimigo,
sim, corrias
grande perigo!
Tudo deixaste,
Príncipe querido,
pra resgatar
as ovelhinhas
perdidas,
enlouquecidas,
que resolveram
outro caminho
trilhar...
O mais sublime
e cálido Amor
ofertaste!
Nada pediste
em troca
de tamanho
sacrifício...
Trocar
Tua vida,
tão preciosa,
por míseros
vagabundos,
um desperdício!
Agora,
Teu ser me espera,
pacientemente...
Respeitas tanto
o meu querer,
que p'ra
me deixar livre,
decidiste morrer...
Em qualquer tempo,
no rigoroso inverno
ou na primavera,
me esperas,
amorosamente...
Se volto,
enlanguecida,
arrependida,
aos teus braços,
sou envolvida
pelo mais terno,
mais carinhoso,
envolvente
dos teus abraços...
do Criador!
Tu vieste
porque sabias
e sentias
que Tuas criaturas
seriam jogadas,
estilhaçadas,
nenhuma ternura,
em profundezas
inimagináveis,
não alcançáveis,
abissais...
Mergulhadas,
naufragadas
em solidão
imensa,
cósmica,
retornar a Ti,
por elas mesmas,
em tempo algum,
jamais...
Deixaste, então,
Teu Pai,
que tanto adoras,
Teu reino
encantado,
Teu paraíso,
a adoração
do universo,
Teu aconchego,
e vieste embora...
Aportaste aqui,
neste lamaçal,
violento
tristemente mau...
Corrias
o risco
de não voltar,
se sucumbisses
à sedução
do mortal
inimigo,
sim, corrias
grande perigo!
Tudo deixaste,
Príncipe querido,
pra resgatar
as ovelhinhas
perdidas,
enlouquecidas,
que resolveram
outro caminho
trilhar...
O mais sublime
e cálido Amor
ofertaste!
Nada pediste
em troca
de tamanho
sacrifício...
Trocar
Tua vida,
tão preciosa,
por míseros
vagabundos,
um desperdício!
Agora,
Teu ser me espera,
pacientemente...
Respeitas tanto
o meu querer,
que p'ra
me deixar livre,
decidiste morrer...
Em qualquer tempo,
no rigoroso inverno
ou na primavera,
me esperas,
amorosamente...
Se volto,
enlanguecida,
arrependida,
aos teus braços,
sou envolvida
pelo mais terno,
mais carinhoso,
envolvente
dos teus abraços...
sábado, 16 de abril de 2011
Há um lugar...
Nele um rio
de águas puras
cristalinas,
que flui,
mansamente,
e sai debaixo
de um palácio
encantado...
Cravejado
de rubis,
esmeraldas,
topázios,
ametistas,
pedras
tantas!
Ele me encanta!
Rodeado
de árvores
frondosas,
as mais belas,
as mais viçosas,
esplendorosas...
Caminhos,
calçados
de cristais!
As flores,
belíssimas,
perfumam
o lugar,
embriagam,
com seus aromas,
quem por ali,
venturoso,
transitar...
O gorjeio
dos pássaros,
o cantar
da cotovia,
só convida
à alegria...
Respira-se
inesgotável Amor,
nesse lugar,
acolhimento,
exclusão
lá não existe...
Não há tristeza,
ou sofrimento,
não se vê
lágrimas
no olhar,
sorriso triste...
É para ali
que vou
nos momentos
de amargura,
de desventura,
ou solidão,
quando a dor
cala fundo,
e é maior
que o mundo,
difícil
de carregar...
Temo a morte
tão traiçoeira,
que me persegue,
sempre ao meu lado,
a vida inteira,
mesmo qo saber,
que ao findar,
irei, com certeza,
pra esse lugar
alucinante,
verdejante,
é só desejar...
de águas puras
cristalinas,
que flui,
mansamente,
e sai debaixo
de um palácio
encantado...
Cravejado
de rubis,
esmeraldas,
topázios,
ametistas,
pedras
tantas!
Ele me encanta!
Rodeado
de árvores
frondosas,
as mais belas,
as mais viçosas,
esplendorosas...
Caminhos,
calçados
de cristais!
As flores,
belíssimas,
perfumam
o lugar,
embriagam,
com seus aromas,
quem por ali,
venturoso,
transitar...
O gorjeio
dos pássaros,
o cantar
da cotovia,
só convida
à alegria...
Respira-se
inesgotável Amor,
nesse lugar,
acolhimento,
exclusão
lá não existe...
Não há tristeza,
ou sofrimento,
não se vê
lágrimas
no olhar,
sorriso triste...
É para ali
que vou
nos momentos
de amargura,
de desventura,
ou solidão,
quando a dor
cala fundo,
e é maior
que o mundo,
difícil
de carregar...
Temo a morte
tão traiçoeira,
que me persegue,
sempre ao meu lado,
a vida inteira,
mesmo qo saber,
que ao findar,
irei, com certeza,
pra esse lugar
alucinante,
verdejante,
é só desejar...
Arte retomada, vida resgatada- Nelson Sato- Folha de Londrina-l2/04/2011
A artista plática Cy Mesquita, 69 anos, voltou a respirar arte. Vítima de depressão, ela ficou quase duas décadas longe do ateliê, atravessando os dias à base de remédios. Há dois anos, abriu a janela para deixar o sol entrar em sua vida emocional.Com esforço, removeu os escombros que a paralisavam e retomou as atividades criativas, com ênfase na produção de esculturas.
É essa produção que ela mostra na exposição "- Resiliência", cuja vernissage ocorre hoje,
às 20 horas, na Casa de Cultura José Gonzaga Vieira, em Londrina. A individual reúne cerca de 40 peças em cerâmica, bronze fundido e resina de poliéster. A temática das obras aborda o amor em suas diversas representações sociais.
A exposição fica em cartaz até o dia 25 de abril.A artista explica que o título quer dizer "dar a volta por cima". "Estive doente durante 18 anos.Fiquei sem chão depois da aposentadoria(trabalhava como orientadora educacional) e de outros problemas pessoais, e passei a tomar antidepressivos, o que deixou minhas emoções adormecidas. Agora estou recuperando tudo o que fazia antes, é um resgate de mim mesma", conta ela.
O "tudo" inclui não somente a produção de esculturas, mas também de pinturas e poesias. "Já participei de uma coletiva em Maringá(PR) e de duas edições da Mostra Zumbi dos Palmares. Também tive poemas incluídos numa coletânea publicada em Ibiporã(PR).Agora estou reaparecendo com uma exposição individual. Pela primeira vez vou colocar minhas obras sozinhas para o julgamento do público. Estou com muita expectativa", diz.
Entre os projetos futuros está a publicação de um livro de reminiscências sobre Bela Vista do Paraíso(PR), sua terra natal. As lembranças, avisa ela, virão em forma de versos.
É essa produção que ela mostra na exposição "- Resiliência", cuja vernissage ocorre hoje,
às 20 horas, na Casa de Cultura José Gonzaga Vieira, em Londrina. A individual reúne cerca de 40 peças em cerâmica, bronze fundido e resina de poliéster. A temática das obras aborda o amor em suas diversas representações sociais.
A exposição fica em cartaz até o dia 25 de abril.A artista explica que o título quer dizer "dar a volta por cima". "Estive doente durante 18 anos.Fiquei sem chão depois da aposentadoria(trabalhava como orientadora educacional) e de outros problemas pessoais, e passei a tomar antidepressivos, o que deixou minhas emoções adormecidas. Agora estou recuperando tudo o que fazia antes, é um resgate de mim mesma", conta ela.
O "tudo" inclui não somente a produção de esculturas, mas também de pinturas e poesias. "Já participei de uma coletiva em Maringá(PR) e de duas edições da Mostra Zumbi dos Palmares. Também tive poemas incluídos numa coletânea publicada em Ibiporã(PR).Agora estou reaparecendo com uma exposição individual. Pela primeira vez vou colocar minhas obras sozinhas para o julgamento do público. Estou com muita expectativa", diz.
Entre os projetos futuros está a publicação de um livro de reminiscências sobre Bela Vista do Paraíso(PR), sua terra natal. As lembranças, avisa ela, virão em forma de versos.
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