quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Olhar...

Atraídos
foram
sem o saber,
como por
um imã,
a esse lugar...
Num raro,
maravilhoso
instante,
se tocaram,
se incendiaram,
com o olhar...

Recordando

Recordando...

Mais uma vez
ansiosa,
à espera,
do seu passar...
Uma vez mais,
abandona a lida
para dar guarida
à sua paixão...
Tormento
delirante,
que a escraviza
e a eletriza!
E por um instante,
toma de assalto
o seu coração...

Encontros

Aos amigos,
inimigos,
transeuntes,
jóias raras,
que deixaram
penetrar
suas essências,
suas ambivalências...
Protagonistas
na novela
insignificante,
(muita sequela!)
porém cara,
muita vez rara,
que é sua vida!
Um frenesi,
um turbilhão,
constante...
Sofridos,
quase sempre
perdidos
coadjuvantes,
camaradas,
seguindo juntos,
por escolha,
a mesma estrada,
"que ao final
vai dar em nada?",
Ou em tudo
que se quiser,
é só acreditar...
São encontrados
e deixados
ao longo
do caminho,
durante
a jornada...
Enriquecem
o viver,
transformam
o acontecer
com terríveis
tristezas
ou imensas
alegrias,
compondo
um rico
dia a dia...
Há os que partiram,
e os que ficaram
no passado
mui remoto,
tão difícil
de ser lembrado...
Dividiram
o que se chama
realidade,
momentos
fugazes,
porém,
profundos!
Tornaram
o viver
muito mais
belo,
mais rico,
mais doce,
nesse velho
e violento
mundo...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Diadorim

Diadorim!
A chama
alucinante,
delirante,
um sentimento
devorador!
A história
de uma paixão
arrasadora,
tão envolvente,
um grande amor!
Não à entrega,
ao desejo
pacificado...
Contracenar
com você,
nesse palco
imenso...
Vagar
incendiada,
alucinada,
pela chama
cálida
de um ardor
intenso,
abrasador,
perdido,
não consumado,
hoje apagado...
Escrito
nas entrelinhas,
quase escondidas,
de um passado...

Reminiscências

Momento
a momento,
o tempo
escorre
e se morre
num segundo,
no mundo!
No silêncio
da madrugada
tão boa,
que escoa,
está sozinha,
a versejar...
O pensamento
lépido,
voa
à toa...
Percorre
célere,
tranquilo,
as alamedas
floridas,
coloridas,
perdidas
do já vivido...
Tudo que fez
outrora,
quando
se abandonou
e foi embora...
À lembrança vem
cenas sublimes
de supremo bem,
gravadas
na memória...
Inebriante
é ter
um passado
pra recordar!
É resgatar,
reaver
a perdida
trajetória...

Solidão

O cenário
não mais reflete
o ser
que aqui viveu
há um século
atrás...
O tempo
que passou
inutilmente,
foi tão breve,
fugaz...
De toda uma vida
só reminiscências...
Muitas cenas
gravadas
na memória...
Uma existência!
O roteiro
sendo escrito,
com sangue
derramado
a cada escolha...
Muita vez
não saber
o resultado
daquela
que se rejeita...
Difícil
ambivalência!
Algumas
reversíveis,
outras
sem volta...
Pouco importa...
Aprender
com o alheio
erro,
amargando
o desterro
da tremenda
e cósmica
solidão...
Foi imenso
o desafio,
impensável
o desvario,
sem o consolo
de um perdão!

Folia

Em uma manhã,
quiçá
a derradeira
de uma vida
inteira,
perdida,
vazia,
vadia,
não vivida,
foi acordada
pelo já ido,
o já vivido...
Tomou posse
do que fora,
resgatou-se!
Num segundo,
naufragou,
delirou,
enlouqueceu...
Fez força
brutal,
descomunal,
lançou âncora
profundamente
para não voar
e no nada,
suavemente,
mergulhar...
Prendeu-se
ao cotidiano,
à tarefa
rotineira
da vida
inteira!
Todavia
gostou
de se perder
em si,
e se achar...
Amou viver
uma paixão
violenta,
muito sedenta!
Ao retomar
o seu passado,
entrou
em sintonia
com aquele ser
que é pura
poesia!
A vida, agora,
repleta de magia,
transformou-se
em um imenso
festival!
O seu dormir
de cada dia,
tornou-se
uma aventura
incrivel!
Vestiu
uma bela
fantasia,
para, então,
brincar,
(que rebeldia!)
numa folia
de carnaval!